Joana — nome fictício, identidade preservada a pedido da entrevistada — tem 38 anos, é casada, mãe de dois filhos e frequenta a mesma igreja há mais de uma década. Há sete anos ela vinha recusando, um a um, todos os convites para falar.
“Eu olhava para outras mulheres da igreja, elas subiam ali, abriam a Bíblia e era como se o tempo parasse. As pessoas choravam. Eu pensava: Deus deu esse dom para ela. Para mim, não deu.”
A crença era silenciosa, mas firme: existem mulheres que nascem comunicadoras — e existem as que apenas devem se calar. Joana se colocava na segunda categoria, mesmo tendo mais conhecimento bíblico do que muitas das mulheres que admirava.
O que ela não imaginava é que, alguns meses depois, descobriria algo inesperado que viria a mudar completamente a forma como ela enxergava a si mesma e o chamado de Deus em sua vida.